Quando é a hora certa para ser mãe?

 

 

Já faz alguns anos que penso sobre ter filhos, mas ainda não encontrei a minha hora certa.

Há 4 anos atrás, quando a minha irmã engravidou, eu pensei que o ideal seria não demorarmos muito, para meu filho(a) crescer junto com a prima. Queria esperar no máximo 2 anos, só que os anos passaram e eu e meu marido achamos que ainda tínhamos que esperar mais, para o Miguel muuuuito mais. Então a minha data passou a ser os meus 30 anos, achava que as 3 décadas de vida iriam chegar com a certeza do momento de ser mãe. Cheguei aos 30, a vontade continua a existir, mas a certeza ainda parece um pouco distante. 

Fui buscar inspiração com quem já passou por este mesmo dilema. Perguntei para algumas amigas que já tem filhos como elas souberam o momento certo, que elas estavam prontas para ser mães, como elas se tornaram mães.

Recebi respostas lindas, que encheram os meus olhos de lágrimas de emoção.

 

Caru M. Prado ~ mãe da Ana Helena

Sempre soube que queria ser mãe. No entanto, decidi ser quando encontrei o amor da minha vida!

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Ana Helena

 

Andrea Jundi ~ mãe do Vicente 

Sempre soube que queria ser mãe. Mas também sempre amei a liberdade de decidir as coisas em cima da hora, sair com os amigos, viajar com o namorado que depois virou marido. O trabalho também sempre foi parte importante da minha vida, onde descobri minhas aptidões e cheguei tantas vezes ao limite do esgotamento para depois sair satisfeita com o resultado e me sentindo completa como mulher. No trabalho também fiz amizades preciosas para a minha vida e tive contato direto com minhas qualidades e fraquezas. Nada melhor do que isso para crescer.
Por isso tudo, sabia que seria mãe, mas não cedo demais. O filho trás mudanças pra vida de qualquer pessoa e enquanto o sentimento for de perda ou troca, nem faz sentido se jogar nessa aventura. Em 2011 meu marido e eu largamos os trabalhos para morar seis meses em Londres estudando, viajando, desenvolvendo novos planos para o futuro. Foi uma fase deliciosa, especialmente porque sabíamos que seria a última oportunidade de fazermos
isso só nós dois. O fim da viagem fechou um ciclo e foi natural começarmos a pensar em ter filhos.
O primeiro semestre de 2012 foi dedicado a nos recolocarmos profissionalmente e depois nada mais fazia sentido sem um filho. Já estávamos tão unidos como casal, fortes como parceiros de vida e acho que isso nos deu segurança. Não existia o sentimento de estar abrindo mão de algo em troca de me tornar mãe. Eu estava pronta para segurar o crescimento profissional por um período, minhas prioridades mudaram naturalmente. Nossos amigos estavam entrando na mesma fase. Cuidar só da nossa própria vida não preenchia mais o dia a dia. Queríamos realmente construir uma família.
Nosso primeiro filho, chegou no meio de 2013. Um pontinho de luz, cheio de vida e personalidade, nosso poço de carinho. Só somou em nossas vidas, como achávamos que seria mesmo. Agora estamos à espera do segundinho. Uma menina. A vida nunca foi tão doce.

 

Flavia Davis ~ mãe da Viola

Eu não sei se existe mesmo a ideia de estar pronta pra ser mãe. Acho que podemos nos tornar mãe tanto por acaso quanto planejado. No meu caso a nossa pequena veio de “paraquedas”. Engravidei num momento de minha vida em que menos imaginava ter um filho. Estava terminando um mestrado, trabalhando bastante e fazendo vários contatos e curtindo minha vida de casal, horrores. Essa foi uma das melhores fases com meu marido. Talvez tenha sido por isso que ela chegou tão de repente. A noticia veio literalmente como um tapa na cara: não por que fosse uma má noticia, mas justamente por me perguntar se estava pronta pra ser mãe, se aquele era o momento certo. Acredito que hoje em dia são poucas as pessoas que planejam um filho sem antes se deparar com perguntas como: será que temos o dinheiro? o que vai ser da minha carreira profissional? será que estou pronta para abrir mão de tantas coisas? Demorei pra ficar em paz com a mudança radical em minha vida. Aceitei que iria precisar mudar meus planos e me adaptar à vida nova. E foi assim que entendi que estava pronta para essa nova etapa. Ser mãe esta dentro de todas nós, não é algo que se aprende, mas sim algo que se desabrocha com o tempo. É uma conquista de cada dia, que se desenvolve junto com o bebe. Estar pronta pra ser mãe é tornar-se mãe.

 

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Viola e Flavia

 

Raquel Longo ~ mãe do Felipe e do Bruno

Sempre imaginei que seria mãe de um menino, mas num futuro muito, muito distante. Não tinha jeito com crianças e nem gostava de interagir com elas.
Até que fiz 30 anos e algo mudou em mim.
Acho que foi algo hormonal, físico, sei lá. Comecei a reparar nas crianças e nos bebês ao meu redor. Todos passaram a ser fofos e me dava vontade de levá-los pra casa.
Nessa época decidi que queria um filho, mesmo sem estar namorando.
Eu planejava cuidar até sozinha. Onde eu comeria, meu filho comeria.
Comecei a namorar o meu atual marido logo na sequência e já fui deixando claro que queria muito ter um filho.
No início foi estranho esse assunto mas depois que o namoro engrenou entramos num acordo: casaríamos, faríamos uma grande viagem e depois teríamos um filho.
Aos 32 anos casei, aos 33 viajei e com 34 tentei engravidar. Demorou mais de seis meses pro exame dar positivo e ainda perdi essa primeira tentativa no terceiro mês de gravidez. Aos 35 engravidei novamente e tive meu menino. A experiência foi relativamente tranquila, dentro das possibilidades, e resolvemos ter outro filho, que tive aos 37.
Agora tá bom! Não tenho mais corpinho nem estrutura emocional-sócio-financeira pra mais um.

 

Adriana Plut ~ mãe da Marina

Eu tinha parado a pílula há pouco mais de um mês e baixei um desses aplicativos para saber qual era o meu dia fértil. Só sei que a minha menstruação atrasou dois dias e o aplicativo me avisou. Eu vi aquilo de manhã, de pijama, coloquei uma calça de moletom, um casaco e uma havaianas no pé e sai procurando uma farmácia aberta no domingo de manhã. Passei um baita frio (porque era agosto e aqui em Buenos Aires ainda é bem frio, ainda mais pra sair de chinelo!) comprei um teste e corri pra casa. Fiz o tal do teste, que deu negativo, e comecei a chorar. O Rodrigo me consolou, mas disse que não dava pra eu ficar daquele jeito cada vez que o resultado fosse negativo. Bom, mas a menstruação não descia, não descia, dai quarta-feira eu fui na médica e ela me deu um teste de sangue pra fazer. Logo seria meu aniversário, e eu não esqueço a médica dizendo que seria “un lindo regalo de cumpleaños”. No dia seguinte eu e o Rodri fomos no laboratório, e o resultado saia naquela mesma tarde. Passei o dia buscando coisas para fazer, pra tirar a minha cabeça daquilo, dai voltei pra casa e entramos na internet juntos para ver o resultado. Acontece que o resultado não é negativo ou positivo, aparece uma quantidade de um certo hormônio, e a gente não fazia ideia do que aquilo significava. Começamos a buscar na internet, mas eu estava tão nervosa que não entendia nada. O Rodrigo logo percebeu que era um positivo, mas preferiu ligar para a médica antes de confirmar. E ela confirmou! Na hora dá um certo medo, tipo “agora não dá mais pra voltar atrás” junto com uma felicidade gigante, óbvio. Isso foi quase há um ano, mas parece um século ou uma vida passada porque, apesar da Marina só ter dois meses, eu não entendo como vivia antes sem ela. Sem dúvida foi o melhor “regalo” da minha vida!

 

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Adriana, Rodrigo e Marina

 

Cecilia Croasdell ~ mãe da Emilia

Eu acho que eu sempre quis ser mãe, mas a vontade só se materializou quando eu conheci meu marido. Depois de um ano de casados decidimos ter um filho. Quando se encontra a pessoa certa, o amor transborda e a natureza indica que a melhor forma de traduzir esse amor é tendo um filho. Eu curti todos os segundos da gravidez e da maternidade. É um amor sem igual e imensurável, impossível de expressar.

 

Lilian Éboli Zanette ~ mãe do Gael

Eu sempre soube que iria ser mãe um dia, do meu futuro essa era a única certeza. Sempre amei crianças e sonhava com o dia que iria ter um bebê pra chamar de meu. Sempre li e me interessei muito por esse universo e não a toa me tornei professora de crianças pequenas. Enfim, esse sonho fez parte de toda minha vida e as coisas rolaram naturalmente em direção à realização desse sonho. Escolhi um parceiro com os mesmos sonhos e assim que fomos morar juntos já começamos a falar sobre filhos, aliás sempre conversamos sobre isso. Um tempo depois de “juntados” já me vi grávida. Agora a pergunta era sobre “estar pronta para ser mãe” e isso me fez pensar…. Por mais que eu quisesse e desejasse tanto ser mãe NADA podia me preparar para o que é a maternagem. O puerpério, os sentimentos intensos e conflitantes, o amor que surge aos poucos e cresce a cada dia, uma parte de você fora do corpo, a grande responsabilidade que se estabelece de um dia para o outro e pelo resto da vida…. acho que não existe preparação para isso. Existe o viver e aprender a cada dia, entre erros, acertos, tristezas e alegrias. E essa é a beleza na verdade, esse construir-se e reconstruir-se diariamente.

 

Marilia Cassiani da Costa ~ mãe da Valentina

Muito difícil dizer se estava preparada ou se queria ser mamãe! Acho que a preparação só vem mesmo quando o neném nasce! Pois como dizem por aí: “quando nasce um filho, nasce uma mãe”! Mas de qualquer forma, vamos lá ao momento que decidi que queria ser mãe. Quando conheci meu marido, tudo aconteceu rápido! E logo no primeiro mês de namoro, fizemos um “cronograma” de vida! Que incluía noivado, casamento, viagens e filhos! Era uma brincadeira. Mas tudo aconteceu na data do cronograma! Que foi escrito num guardanapo de restaurante e ficou guardado durante muito tempo (acho que perdi na última mudança de casa). Naquele papel estava escrito: – Filho: (2 anos após o casamento). Casamos no dia 24/04/2010 e minha DUM (DUM é a abreviação para “data da última menstruação”. É a data do primeiro dia da sua última menstruação antes do teste de gravidez positivo) foi 24/04/2012. Exatamente! Estava grávida exatamente conforme o cronograma. Falei, falei, e não consegui dizer quando estava realmente pronta! Aliás, até hoje não sei se estou. Amo loucamente minha filha, morro por ela, faço o que for preciso para vê-la feliz! Por outro lado sei que já errei e ainda erro com ela, tenho inseguranças, medo de ser demais, medo de ser de menos, medo do mundo que à aguarda lá fora, ao mesmo tempo prepara-la para o mundo lá de fora! Concluindo…. Pronta eu não sei se estou até hoje, mas a vontade veio quando conheci meu marido (e junto a isso um momento que sabíamos que era possível promover uma vida boa financeiramente para nossa filha(o).) Um outro ponto que eu acho muito importante para a “preparação” de ser mãe é estar disposto a deixar “de lado” muita coisa da vida “sem filhos”. Perdi casamentos, festas, happy hours, viagens, acordar tarde, academia… mas por outro lado ganhei sorrisos, abraços e beijos do maior amor do mundo. Me dediquei 95% a minha filha nos primeiros 6 meses de vida, e ainda dedico muito, e abro mão de muita coisa minha por ela… No momento, não quero outro! Não sei se estou pronta! Kkk! Na verdade, não sei se estou pronta até hoje, mas faço o meu melhor, e quero que ela se orgulhe da mãe que tem!

 

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Marilia e Valentina

 

Sabrina S. Dias Cattaneo ~ mãe do Davi

Eu soube que estava pronta para ser mãe desde que nasci. Digo isso porque desde muito pequena sonhava em ser mãe. Sempre amei brincar de boneca, sempre tive o instinto maternal muito forte dentro de mim, acho que também um pouco por conta do meu signo, que é câncer, enfim, meu maior sonho da vida era ser mãe! Então, quando deus me trouxe minha alma gêmea para dividir os sonhos desta vida comigo, ficou ainda mais fácil a tomada de decisão real para a realização deste sonho! Esperamos só o tempo de curtir 1 ano de casados para finalmente seguirmos com o grande sonho de nossas vidas . Então na verdade, acho que sempre soube que estava pronta para ser mãe, só esperava que a vida me desse de presente uma pessoa que também estivesse pronta para ser pai e dividir esta grande alegria ao meu lado.

 

Agradeço muito a cada uma destas lindas mulheres e mães. Obrigada por inspirar quem ainda não se entregou a esta aventura e a encher de saudades o coração das mulheres que já passaram desta fase da vida, tão especial.

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