O dia em que me tornei mãe.

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Durante a minha gravidez muitas pessoas me falaram que a mulher se torna mãe ao longo dos 9 meses de gestação, e que o homem só se torna pai quando olha pela primeira vez para o rostinho do seu rebento. Para mim não foi bem assim, acredito que me tornei mãe ali, naquela sala de parto, no momento em que a obstetra colocou meu filho na minha barriga. Passei por esta transformação junto com o meu marido, quando choramos juntos naquela sexta-feira véspera de carnaval.

A minha gravidez foi difícil, sofri muito com enjôos, ansiedade e, principalmente, medo. Tinha muito medo do que estava por vir, do parto, de ficar internada em um hospital pela primeira vez, da agulha da anestesia que eu queria tomar, da episiotomia, de amamentar e o medo de me tornar mãe.

Eu não sabia que este medo todo iria embora assim, como foi, imediatamente após eu ver meu filho pela primeira vez. A coragem chegou para mim junto com meu filho, esqueci a aflição que sentia só de pensar na idéia de tomar pontos, tudo o que eu queria era estar com o meu bebê, sentir seu cheiro, pega-lo no colo. O meu corpo deixou de ser o mais importante. O que eu queria era alimentar meu filho, garantir que ele iria receber as primeiras gotas do meu leite e o amor do meu colo.

Apesar da dor do parto ser dura, e para mim realmente foi, aquelas contrações finais tomaram conta do meu corpo de uma forma voraz. Naquele dia eu entendi o que muitas mulheres já tinham me contado, a dor do parto é a mais difícil de encarar, mas é também a dor que mais vale a pena.

PS: Foto tirada pelo meu marido, Miguel. O melhor companheiro de vida, o melhor amor e o melhor pai que meu filho poderia ter.

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