Como incentivar seu filho a brincar sozinho?

Na nossa rotina se o Martin não brincasse sozinho, eu não daria conta do recado.

Durante a semana ficamos só nós dois, sem ajuda para cuidar dele, nem com as funções da casa, então não tenho muito tempo para brincar ou morreríamos de fome e a casa ficaria de ponta cabeça.

Não estou dizendo que não brinco nunca, normalmente no fim do dia sempre passamos tempo juntos caminhando e catando folhas, galhos e pedrinhas pelo caminho (nosso tipo de brincadeira favorito) e em dias de chuva invento atividades para fazermos em casa como pintar, fazer massinha ou monto uma cabaninha, que ele adora.

Também lemos, dançamos e com frequência transformo parte das atividades da casa em brincadeiras, passamos pano cantando e tentando pegar o outro, e assim vai.

E em muitos momentos do dia, enquanto trabalho, ele fica solto pela casa fazendo o que quiser, brinca com carrinhos, com blocos, desenha, corre atrás dos cachorros… Só presto atenção na escada, para ele não subir sozinho.

Aqui algumas dicas que acredito que ajudaram muito neste processo:

  • Aceite que bagunça faz parte Como fico por perto, mas não o tempo todo prestando atenção no que ele está fazendo, ás vezes ele faz MUITA bagunça; joga brinquedos para nadar no pote de água dos cachorros, espalha folhas do jardim pela casa inteira, e os brinquedos depois aparecem nos lugares mais improváveis.
  • Não se intrometa se não for necessário Como nossa função é cuidar deles, a tendência é estar o tempo todo tentando prever o que eles precisam, ajudando, e assim acabamos interrompendo o processo de aprendizado deles. Evite corrigi-los, deixe que descubram o mundo pelo olhar deles, com a segurança de ter você por perto. Quando o Martin, por exemplo, está com dificuldade de abrir um brinquedo e começa a ficar irritado, fico na minha até ele me chamar, e muitas vezes quando chama a resposta é que já vou, pois estou terminando uma tarefa. E é assim desde que ele era pequenininho.
  • O Ambiente faz diferença Acredito que se o lugar onde estamos for agradável, naturalmente nos sentimos mais confortáveis, e isso também vale para as nossas crianças. Coloco música, abro as portas quando está calor e passo repelente para espantar os mosquitos quando necessário. Também garanto que não tem nada perigoso ao alcance dele, assim também me sinto mais segura.
  • Brinquedos ajudam Evito os brinquedos de plástico e que fazem muitos barulhos, percebo que o Martin acaba passando um tempo muito maior entretido com os de madeira, que permitem que ele use a própria imaginação para brincar. Além disso, todas as noites faço questão de terminar de arrumar os brinquedos do Martin para que ele possa encontrá-los com facilidade no dia seguinte, evito colocar em caixas, prefiro distribuí-los nas prateleiras como se fosse uma brinquedoteca.
  • Fique por perto Quando as crianças sabem que você está por perto, se sentem seguras e brincam com tranquilidade. Permaneça no mesmo ambiente ou em um ambiente próximo, com as portas sempre abertas, entre e saia do espaço onde ele está para que sinta que você está presente mesmo sem estar grudado ou brincando junto. Se você estiver começando este processo, sente do lado mas tente deixar a criança brincar sozinha, se ela não pedir, fique do lado só observando e estando presente. Como temos uma cozinha aberta, este processo é fácil por aqui, enquanto ele brinca na sala estou na cozinha, passo perto dele para guardar alguma coisa no armário, sento na mesa de jantar para escrever ou trabalhar, respondo quando ele me faz uma pergunta, e assim vamos.
  • Incentive a independência Quando o Martin pede ajuda, costumo primeiro responder de longe que estou ocupada e tento encorajar ele a fazer o que quer sozinho, ao invés de sair correndo para ajudá-lo. Por exemplo, quando ele fala: – Mamãe, xixi! Eu respondo: – O pinico está aí, filho. Pode sentar e fazer o seu xixi.
  • Deixe as crianças ajudarem nas tarefas da casa O Martin adora me ajudar, tudo o que peço ele faz com um sorriso no rosto. Crianças gostam de fazer as mesmas coisas que os adultos fazem, de fazer e se sentir útil. Quando estou ocupada cozinhando e o Martin quer participar, logo dou uma função para ele. Muitas vezes uma função inútil, mas ele ainda não sabe disso então está tudo bem. Exemplos: Peço para ele pegar todos os tomatinhos que estão na tigela e colocar na assadeira, peço para ele separar os tomates dos pepinos, ou coloco macarrão cru em um potinho e dou uma colher para ele mexer enquanto “cozinha”. E muitas vezes ele realmente ajuda; guarda os sapatos no lugar, guarda os brinquedos, coloca talheres e o prato dele na pia, etc. Para ele isso é brincadeira e passamos tempo “brincando” juntos.

É claro que uma criança é diferente da outra, então o que funciona por aqui talvez não seja o melhor para sua família, mas acredito que estas dicas podem ajudar se você achar que este é um caminho que também faz sentido para vocês. Por aqui, era essencial ser assim.

E como funciona por aí? Seus filhos brincam sozinhos? O que acham que ajudou a incentivá-los?

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